terça-feira, 7 de abril de 2009

Aquecimento Global

OK, um texto mais normal. O que seria de um blog sem críticas sobre um determinado assunto. É bem clichê né? Acho que até vou começar com "Hoje em dia as pessoas...", pra ficar bem normalzão.

Hoje em dia as pessoas só sabem escrever hoje em dia. Blé!

Gostaria de deixar registrado neste blog e para o mundo a minha sincera opinião a respeito do aquecimento global.

Hoje em dia o planeta está esquentando. É verdade! Não é possível determinar com certeza deterministicamente científica que a queima de combustíveis fósseis é a causa. Não dá pra saber ainda, e pronto. Mas eu apostaria que somos nós os culpados.

Ora... analize por um momento um determinado acontecimento corriqueiro das nossas vidas como, por exemplo, ir ao banheiro. Quantas maneiras de (literalmente) cagar o mundo você consegue identificar neste ato tão simples? Não vou exemplificar mais porque sei que você (oi!) é bem esperta(o).

Agora eu pergunto. Dá pra fazer alguma coisa? Vamos deixar de cagar de uma hora pra outra? Não né. É o mesmo em relação ao petróleo. Imagine que, de repente, todos os objetos feitos a partir ou com a ajuda do petróleo deixassem de existir. Vácuo.

A partir disso, infiro: Não tem como viver sem petróleo. Não dá. E vamos queimar tudo até a última ponta. Depois vira tudo Mad Max.

Eu digo: E daí? Foda-se se o mundo esquentar. As plantas vão morrer? Vão! Mas vão nascer mais em outros lugares. O pobre do urso polar vai morrer de calor e de fome. Bem, as focas vão agradecer.

Não acho ruim. Hoje em dia as pessoas tem a tendência de achar que tudo o que existe é o hoje em dia. Este planeta tem 4 bilhões de anos. Já enfentou aquecimentos, congelamentos, meteoros e tudo mais. No fim, basta que sobreviva uma meia dúzia de bactérias pra começar tudo de novo. 3 bilhões de anos depois vai surgir outra espécie pra cagar tudo de novo e achar que "hoje em dia" tá tudo ruim.

Eu digo mais: deixa tudo queimar. O mundo não vai acabar. Nós é que vamos. Seleção natural. A natureza determinou que cérebros grandes, andar ereto e polegares opositores não formam uma boa estratégia a longo prazo. Já aconteceu antes e enquanto houver coisas como DNA por aí, vai acontecer sempre.

Falando em seleção natural, acho importante lembrar que ela realmente brilha quando há mudanças no ambiente. Quantas espécies novas e maravilhosas capazes de sobreviver a temperaturas mais altas vão aparecer? Viu? Não é tão ruim.

Conclusão: sei lá. Foda-se o mundo também.

Blé...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Consolação


- Você só tem 6 meses.
- Vai doer?
- Vai, mas você já deve ter passado por coisa pior. Já prendeu o dedo na porta?
- Já... mas é que eu tenho medo.
- É natural, literalmente. Seus ancestrais precisavam disso, mas você não.
- É como o tesão, então?
- Sim. Veja minha esposa, por exemplo.
- Entendo. Mas não é simples medo. É algo mais. Não sei o que esperar.
- Sabe sim. Era ruim antes de você nascer?
- Ruim não era...
- Então... você se preocupa à toa.
- Posso tomar alguma coisa pra ajudar?
- Eu diria que nesse caso um baygon seria o ideal.
- Quinta feira, às 5 da tarde?
- Fechado.

terça-feira, 24 de março de 2009

Happy Birthday

Happy birthday my friend, and thanks for sparing or time,
trying to convince me i´m someone cool,
even if i´m sure i´m just that regular (boring) guy,
who tried his best, but still didn´t ring any bells.
THanks! I´m surelly not the best on keeping promises,
but i say i´ll try at my best to help your overcome the so called *flex fingers* problems.
And solemny swear that I hate the kind that gave you those traumas,
but when you miss them I´d say okie dokie pally, it´s gonna be alright.
as I try to convince you that, well, life is about:
farting around,
not getting totally sad,
booze,
little money, huge bills,
the same old gray city,
some uncertain relationship,
that may end (not with a bang!),
and specially how-no-to-get-totally-bored-while-checking-this b-o-oring-list-of-what-makes-you-bored.
And you surelly won´t go to Canada
and you´ll surelly´ll have children (at least 5 or 7)
And surelly well set up some retro session of Smackdown VS Raw on 2015

in the meanwhile, Burn bright, Burn Strong!

Happy Birthday

Lillyan

Ele se olha no espelho com certa repugnância. Não entendam mal. Ele se ama. Mas a figura quadrada, azul, manchada e enrugada não lhe agrada de modo algum. De todas as escolhas que faz em toda a vida, esta é a mais fácil. Transformar-se. Não no sentido auto-ajuda que todos conhecem. É algo mais amplo. É uma transformação física, externa, de caráter e de profissão. A vida aos poucos começa a ter mais sentido. Não importa mais o que as pessoas pensavam de você há poucos minutos atrás. Agora é o seu momento. Hora de lentamente começar a viver o que se deseja. Ela não é mais aquela figura normal, efadonha e decrépita. Ela é mais. Ela é uma mulher agora.

Sua aparência não reflete, infelizmente, o estado de espírito. Evitando os olhares da cidade, a figura se dirige ao lugar onde realmente brilha. A ansiedade se confirma quando os poucos que a vêem a qualificam como "estranha". O que a diferencia não é, de forma alguma, sua aparência. É a ousadia com a qual ela revela sua verdadeira forma. Que obcenamente ultrajante para um homem se transformar em fêmea.


Música acelerada, gritos, corpos em movimentos entorpecentes. Esta é sua casa. De que importa o mundo inteiro quando se tem 200 metros quadrados onde se pode literalmente brilhar? Lá ele aprendeu que tudo é permitido. Lá encontra amigos e inimigos. Amores, todos não correspondidos. E é lá mesmo que a realidade se refaz. Uma dose, por favor.


Velho, barrigudo, fedorento e, pior, casado. Saem da boate em seu carro de 150 mil. Vão para o motel de 15, longe, pra não chamar atenção. Lá a repressão desaparece e duas pessoas se permitem viver de verdade. Uma, ao dominar e submeter um símbolo de sua tristeza diária ao pior dos tratamentos já inventados. O outro por se anular e se transformar naquilo que mais odeia.

Banho, pagamento, carona, casa. Domingo estranho. Segunda-feira deprimente. O resto vai passando. A seu modo, cada um se vê deparado com um mundo que não quer ver. Um mundo no qual não gostariam de participar. Mas tudo perfeitamente tolerável, desde que sempre haja um próximo sábado.